Don’t Cry For Me, Argentina – Museu Evita

Um lugar dedicado à mulher argentina mais conhecida no mundo inteiro. O museu Evita, inaugurado em 2002, aos 50 anos da morte de Eva Perón, encanta a todos os que o visitam. Sem dúvida é uma das paradas obrigatórias de Buenos Aires (BsAs). Estão representados neste simples museu a infância, a carreira artística, seu casamento, sua vida política e social, bem como seu lado humano.

Juan e Eva Perón - entrada do museu

Juan e Eva Perón – entrada do museu

Museu bem simples, em Palermo, em um casarão do século 20 que pertenceu à Fundação Eva Perón que funcionava como hotel de trânsito para mulheres que pernoitavam em BsAs. Nos encantou conhecer um pouco mais sobre esta figura contraditória. Amada e idolatrada por alguns, odiada e chamada de populista e demagoga por outros.

Eva Perón - máscara mortuária de seu funeral.

Eva Perón – máscara mortuária de seu funeral.

Este é o Museu mais visitado da capital portenha, segundo dados da Secretaria de Turismo da cidade – seguido do Malba e do La Pássion Boquense (do Boca Juniors). Estima-se que diariamente é visitado por 150 pessoas, a maioria estrangeiros que vão por conta do musical da Broadway de grande sucesso:  EVITA.

Quando Evita anuncia a liberação do voto feminino

Quando Evita anuncia a liberação do voto feminino

O período que levou do completo anonimato, para carreira meteórica e sua morte foi de apenas SETE anos!!! O fato inegável é que nesses sete anos ela conseguiu se tornar um ícone mundial para os argentinos e para o público feminista e continuará sendo lembrada.

Pudemos ver de perto seu período marcado por pobreza na infância e conturbada juventude. Nos marcou sua dedicação à política ao lado do seu marido. Não foi apenas uma primeira-dama. Sua participação em obras sociais foi importante e teve período de sua agenda que trabalhava 18 horas por dia mesmo já diagnosticada com câncer de útero e sofrendo com a enfermidade.

Eva e o General Perón - ao lado de um dos famosos vestidos

Eva e o General Perón – ao lado de um dos famosos vestidos

Mas também, como toda primeira dama, merecia um guarda-roupas de rainha. Em 1974 fizeram uma viagem de três meses por vários países: Espanha, Itália, Portugal, França, Suíça, Mônaco, Uruguai e, inclusive, o Brasil. Nesta viagem, conta-se que ela reformou seu guarda-roupas, foi preciso usar um avião inteiro para carregar a bagagem da primeira-dama. Havia um cofre com jóias avaliadas em US$ 20 milhões, cuja chave ficava com o comandante. E mais 130 malas para 80 vestidos, 60 pares de sapatos, 50 chapéus e 12 peles. No Rio de Janeiro, ela usou seu famoso vestido de gala de seda azul com renda.

Vários chapéus da primeira-dama. Os olhinhos de alguém brilham...

Vários chapéus da primeira-dama. Os olhinhos de alguém brilham…

Há quem diga que chegou a ter 90 pares de sapatos! – sonho de consumo da minha esposa… kkkk

Revista Life Magasin - reportagem sobre o guarda-roupas da primeira-dama. Retirado <a title="Evita" href="http://www.gisele-freund.com/evita-peron/" target="_blank">daqui</a>.

Mais Chapéus – Revista Life Magasin – reportagem sobre o guarda-roupas da primeira-dama. Retirado daqui.

E por falar em guarda-roupas, o destaque principal é justamente seu vestuário usado ao longo de sua vida. Os vestidos glamourosos de Evita podem ser vistos no museu com fotos dela os usando ao lado. É de brilhar os olhos…

Os vestidos glamourosos de Evita

Os vestidos glamourosos de Evita

Vimos também uma parte emocionante sobre sua morte e funeral. Sua estátua quebrada no período de revoltas mostra que a “quase santa” Evita, apesar de muito amada, também foi muito odiada por outros.

Violência! Nem tudo foi flores na vida de Evita.

Violência! Nem tudo foi flores na vida de Evita.

Após sua morte em 1952 seu corpo foi embalsamado e ficava exposto ao público. Interessante ainda foi descobrir que mesmo após morrer, Evita era considerada uma ameaça para o golpe militar de 1955, que depôs seu marido Juan Perón. Assim, seu corpo foi roubado, levado para Milão e enterrado com outro nome a fim de evitar uma “romaria” ou revolta. Evita só voltou à Argentina em 1974, sendo enterrada normalmente no mausoléu da família Duarte, no cemitério Recoleta (sem muita pompa).

Uma das diversões turísticas até hoje em BsAs é achar, na imensidão do labirinto de mausoléus, o túmulo da Evita. Você quase se perde para encontrá-la…

Mausoléu da Família Duarte, até que enfim achamos!

Mausoléu da Família Duarte, até que enfim achamos!

Ao sair do museu, com certeza você terá um novo olhar sobre essa mulher, um pouco mais além do que o musical/filme mostra. E ainda aprenderá a admirar uma mulher que em tão pouco tempo conseguiu-se fazer conhecida mundialmente, mesmo que seja adorada ou odiada.

Despedida do Museu. Valeu muito a pena visitá-lo.

Despedida do Museu. Valeu muito a pena visitá-lo.

Museo Evita

Lafinur 2988 | (C1425FAB) Buenos Aires, Argentina.
Tel./ Fax. +54 11 4807-0306
info@museoevita.org
http://www.museoevita.org

Horários funcionamento
Terças a domingo: 11-19h.
Segundas-feiras; 01/05; 24, 25  e 31/12 – fechado.

Como Chegar

Por metrô:
Línea D, estación Plaza Italia (por Av. Santa Fe)

Ônibus Coletivos:
12, 29, 36, 39, 55, 68, 111, 152  (por Av. Santa Fe)
10, 15, 37, 41, 59, 60, 64, 93, 95, 108, 110, 118, 128, 141, 160 y 188  (por Av. Las Heras)

Mapa do local


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