Vale a pena subir na cúpula da Basílica de São Pedro?

Enquanto planeja sua visita ao Vaticano é muito comum o turista ficar em dúvida se vale a pena subir na cúpula da Basílica de São Pedro. Algo que é para poucos, pois, mesmo tendo a opção de subir parte do trajeto de elevador, ainda sobram muitos, mas muitos degraus. O sofrimento é recompensado por uma vista única que é de tirar o fôlego…

A Basílica De São Pedro - ícone do Vaticano.

A Basílica De São Pedro – ícone do Vaticano.

Hoje contaremos como fomos parar lá em cima por engano, fomos submetidos a uma prova de fogo que quase morremos, e sem poder voltar atrás, mas que foi recompensada com uma vista inesquecível. Vamos lá?

Tudo começou na Piaza San Pietro, após a visita ao museus vaticanos, retornamos a esta praça para poder visitar a Basílica que estava no nosso roteiro apenas a parte do térreo. Havíamos lido sobre a via dolorosa que era subir seus 551 degraus até o topo da cúpula, que, assim como a praça, ela também foi projetada por Michelangelo. Uma maravilha arquitetônica para época, pois do nível do solo ao topo são 133,3 metros de altura e seu diâmetro externo são 58 metros e 41,5 metros de diâmetro interno. As obras foram iniciadas em 1506 mas concluídas bem mais tarde, aproximadamente em 1612.

A imensa Piaza San Pietro.

A imensa Piaza San Pietro.

Estávamos muito animados pelo passeio feito aos museus do Vaticano, acabávamos de ter visto a impressionante Capela Sistina, e, aos poucos, nossa euforia foi minguando quando vimos a gigantesca fila para entrada da basílica.

Apinhada de gente em plena tarde. Deixamos para a tarde pois pela manhã preferimos visitar os Museus Vaticanos.

Lotada de gente em plena tarde. Deixamos para a tarde pois pela manhã preferimos visitar os Museus Vaticanos.

A fila acompanhando as colunatas da praça... Um bom tempo para entrar na Basílica...

A fila acompanhando as colunatas da praça… Um bom tempo para entrar na Basílica…

Era por volta de 13h, sob o sol escaldante, a fila já na praça, contornava as arcadas da esquerda e já atingia as arcadas da direita. demoramos quase uma hora para passar pela segurança e chegar enfim à entrada da basílica, sempre seguindo o fluxo da multidão. Depois de muito andar chegamos, finalmente, à bilheteria e víamos muita gente desistindo de prosseguir, tomando um caminho alternativo, que somente depois descobrimos que seria o caminho para o interior da basílica… Pensamos o seguinte, já que estamos aqui, enfrentamos essa fila monstruosa, vamos aproveitar e subir então…

Esquema de segurança para entrar...

Esquema de segurança para entrar…

Valor dos ingressos - ainda bem que gastamos dois euros a mais...

Valor dos ingressos – ainda bem que gastamos dois euros a mais…

Economizamos 231 dos 551 degraus ao subir de elevador, até que enfim, uma escolha acertada. Somente os loucos ou metidos a atletas que preferem subir os 551 degraus…

Chegamos a um pavimento pertinho da base da cúpula. Dá para fazer uma pausa nos banheiros e reabastecer sua garrafa de água aqui… Há a possibilidade de parar o passeio aqui e descer, e um aviso: gestantes, cardíacos e claustrofóbicos devem parar aqui mesmo, jamais inventar de continuar – foram avisados!

Primeiro nível, logo após o elevador...

Primeiro nível, logo após o elevador…

Ao entrar na cúpula, você fica deslumbrado com os mosaicos dourados da decoração interna da mesma. Quando olhamos lá debaixo, parece serem pinturas, mas pudemos observar de perto que são, na verdade, mosaicos de pastilhas coloridas e outras folheadas a ouro, formando os desenhos. Lá de cima, olhamos as pessoas que pareciam inúmeras formiguinhas lá em baixo. O breve encanto acaba aqui, enquanto vamos seguindo as outras pessoas para dentro das paredes da cúpula…

O Corredor dos mosaicos...

O Corredor dos mosaicos…

Chegar perto dá um pouco de vertigem...

Chegar perto dá um pouco de vertigem…

As formiguinhas lá em baixo...

As formiguinhas lá em baixo…

Os mosaicos formando lindos desenhos de anjos e personagens...

Os mosaicos formando lindos desenhos de anjos e personagens…

Detalhe para os mosaicos folheados a ouro...

Detalhe para os mosaicos folheados a ouro…

A última vista da decoração do interior da cúpula, agora  vamos passar dentro de suas paredes...

A última vista da decoração de mosaicos do interior da cúpula, agora vamos passar dentro de suas paredes…

Os degraus iniciais eram espaçosos, mas aos poucos as paredes se aproximavam uma das outras, espremendo quem subia por elas. Assim, só dava para uma pessoa subir por vez. Se alguém se cansava acabava por parar a fila que se formava. Até os mais preparados fisicamente se cansavam, imagina nós dois… Pelo menos, as pessoas colaboravam, ninguém pressionava para continuar, antes aproveitavam também para descansar quando alguém à sua frente parasse. Ainda bem que a descida é separada de quem sobe senão não daria para ninguém passar.

E seguimos para o topo da cúpula...

E seguimos para o topo da cúpula…

As paredes inicialmente espaçosas, vão estreitando...

As paredes inicialmente espaçosas, vão estreitando…

Paradas de descanso quase não haviam, janelas tão pouco… O calor era considerável e a sensação de estarmos espremidos afeta até quem não é claustrofóbico… Controlar a respiração é fundamental… Como estávamos em uma cúpula, era de se esperar que as paredes envergassem, e foi o que aconteceu! Subíamos quase entalados, em estreitas paredes, tendo que curvar os corpos para nossa direita enquanto cada degrau era alcançado – a sensação de tontura é grande aqui…

Agora, além de afunilar mais, ainda somos obrigados a andar curvados...

Agora, além de afunilar mais, ainda somos obrigados a andar curvados…

Finalmente, pegamos um último obstáculo, também desafiador: a escada caracol, mas tão apertadinha que aqui eu quase fiquei agarrado mesmo…

A terrível escada caracol, tanto na subida quando descida... (como pode ver, só temos foto dela na descida)

A terrível escada caracol, tanto na subida quando descida… (como pode ver, só temos foto dela na descida)

Após esse obstáculo ser vencido, enfim chegamos ao topo! Pausa de dez minutos para recuperar o fôlego… E agora sim, valeu cada gota de suor escorrido, que vista!!! Não acreditávamos que estávamos tendo aquela oportunidade. A sensação de recompensa pelo esforço é bem grande e voltamos a ficar eufóricos…

Enfim a recompensa, uma vista inesquecível...

Enfim a recompensa, uma vista inesquecível…

As pessoas se amontoando para chegar mais pertinho...

As pessoas se amontoando para chegar mais pertinho…

Esforço bem recompensado.

Esforço bem recompensado.

Fugindo um pouco da vista tradicional da Piaza San Pietro, olha o Vitorio Emanuele dominando os telhados de Roma...

Fugindo um pouco da vista tradicional da Piaza San Pietro, olha o Vitorio Emanuele dominando os telhados de Roma…

Tendo o merecido descanso, descemos sem tanta dificuldade… A descida é sempre mais fácil, mas acho que estávamos anestesiados pela vista que poucos têm a chance. Esse foi sem dúvida um cansativo mas lindo desvio do nosso roteiro…

A descida é sempre mais fácil...

A descida é sempre mais fácil…

Após descermos, passamos pelo primeiro nível novamente, há banheiros, um café e lojinha para um descanso...

Após descermos, passamos pelo primeiro nível novamente, há banheiros, um café e lojinha para um descanso… Olha o pessoal lá em cima…

E você, vai encarar uma dessas?

A cúpula...

A cúpula…

Duomo da Basílica de São Pedro
Piaza San Pietro – Vaticano
Tel: 06 6988-1662
Entrada: € 7,00 (com elevador + 320 degraus) e €5,00 (551 degraus)

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